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A reentré política local e distrital
Estimados leitores, estamos de volta ao contacto depois de um período mais calmo, em que tradicionalmente vamos a banhos, desfrutando de um merecido período de férias. Desde o meu último artigo, em meados de julho, algumas coisas aconteceram e marcaram a agenda do distrito e do concelho da Trofa.
Permitam-me que comece pela Trofa. Quero desde já felicitar de forma calorosa toda a Comissão de Festas em Honra de Nossa Senhora das Dores. Uma palavra de carinho e de gratidão por terem conseguido, em tempo recorde, organizar umas Festas que ficarão na nossa memória durante os próximos anos. E ficarão na memória porque foram um verdadeiro sucesso. Diria que esse sucesso começou pela localização. Fazer regressar a Senhora das Dores ao seu habitat natural, o nosso Parque, foi uma aposta em cheio. Depois pela forma como o programa foi idealizado.
Aliar grandes artistas de renome nacional, ao talento Trofense, foi a melhor receita para voltarmos a ter grandes romarias e entusiasmo nos Trofenses durante a Festa.
A Trofa tem mesmo muito talento. Tem coletivos experientes e de qualidade, como as Orquestras, Urbana e Ritmos Ligeiros, ou os Sons e Cantares do Ave. Só precisam de oportunidades. Tal como tem jovens talentosos e outros mais experientes.
O nosso embaixador Miguel 7 Estacas, o talentoso João Costa, o Pedro Xavier, os Júpiter, o João Marques, o Iven Reis, e tantos outros, merecem o nosso apoio, e merecem mais oportunidades. A Comissão, exemplarmente liderada por um grupo de jovens que amam as nossas tradições e a nossa Trofa, tiveram também o mérito de criar uma forte conexão com os empresários, as coletividades e os Trofenses. A sua capacidade mobilizadora, visão empreendedora, e a audácia de corrigir, o que era possível corrigir de dia para dia, tornaram a edição deste ano, uma das Festas mais participadas e elogiadas. Imaginem esta equipa de pessoas a trabalhar há mais meses com o devido suporte financeiro e logístico da Câmara Municipal. É isso que idealizo e proponho para o futuro das Festas em Honra de Nossa Senhora das Dores.
Virando agora as ponteiras para a gestão Municipal percebemos que o ano de 2024 tem sido um ano muito atípico. Aliás, 2024 é o culminar de um último mandato em jeito de despedida. A saída do anterior Presidente, a reorganização da equipa, da orgânica e dos serviços municipais, e das prioridades, são aguardadas com expectativa. E digo expectativa porque 2024 tem mostrado uma Trofa prejudicada por estas mudanças. Mais do que isso, temos problemas que se acumulam desde 2021, nomeadamente na rede viária de todo o concelho, deixada ao abandono e destruída a cada mês que passa sem uma intervenção profunda.
São vários os problemas urbanísticos que temos. Volto a destacar um no coração do nosso concelho: o lugar de Finzes. Pavimento degradado em todas as ruas, inexistência de passeios, limpeza urbana aquém do necessário. É urgente requalificar Finzes e dignificar os seus moradores. Mas podia dar outros exemplos. Tal como podemos também falar do estado a que o comércio local já se habituou a ser deixado: sozinho e abandonado. Esperemos que o início do ano letivo decorra sem problemas, com o reforço dos funcionários nas escolas, com o devido acompanhamento para todas as crianças, em particular, as crianças com necessidades educativas especiais. Se isto não acontecer, será apenas mais uma evidência do fim de linha.
No distrito teremos em breve novos líderes nos dois maiores partidos. No PS, a candidatura do Nuno Araújo, um dirigente altamente qualificado, com um percurso político e profissional com provas dadas, seja no privado como no público, é alicerçada no território, em combater as assimetrias e desigualdades existentes, e fará da regionalização uma bandeira prioritária. O compromisso assumido para as autárquicas, com a Trofa como uma das apostas para vencer em 2025, dá-nos conforto e confiança para continuarmos o compromisso com os Trofenses.
Do lado do PSD, a entrada em cena de Pedro Duarte, ministro próximo de Luís Montenegro, obrigando o anterior Presidente da CM Trofa e Presidente da Distrital do PSD a abandonar a sua pretensão de recandidatura, diz-nos muito sobre o PSD. Será Lisboa a mandar no PSD aqui no distrito. Sempre que Lisboa quer mandar nos destinos do Porto, sabemos bem o que nos acontece. Lamento que Sérgio Humberto não tenha travado esta guerra. Ele que tanto gostava de travar guerras. Ainda para mais contra os “Alisbonados” como ele os apelidava. Espero que não se tenha tornado num deles!
Leia em www.onoticiasdatrofa.pt
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