Autarcas regozijam-se pelo não encerramento da maternidade: “Decisão defende os superiores interesses públicos da região”

A decisão é do diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, Fernando Araújo, e a notícia avançada esta sexta-feira pelo JN. A maternidade de Famalicão, assim como a da Póvoa de Varzim, não é para encerrar, ao contrário do que recomendava a Comissão para a Reforma das Maternidades, que propunha o fecho de seis unidades como forma de “concentrar recursos”.

No documento de recomendação elaborado para o Governo, aquela entidade definia os encerramentos tendo em conta critérios como “número de partos”, mas também “as acessibilidades das populações” e “as distâncias entre maternidades”.

No entanto, Fernando Araújo, que recentemente passou pela maternidade de Famalicão, decide não acatar a recomendação e assume a manutenção do funcionamento daquela unidade.

No entanto, também segundo noticia o JN, terão de ser realizadas obras e reforçado o número de profissionais. No entanto, é destacado a atratividade das maternidades, que “superaram as melhores expectativas”, em número de partos, o ano passado. Na maternidade de Famalicão, realizaram-se 1175 partos e 20% das grávidas são de fora da área de influência.

Ao mesmo jornal, o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA), revelou “enorme satisfação” pela notícia e elogiou a forma como o processo foi conduzido, sublinhando as visitas ao terreno, diálogo com os profissionais e a análise de informação.

Nas redes sociais, Eduardo Oliveira, deputado famalicense do PS, congratulou-se com a notícia.

A maternidade de Vila Nova de Famalicão faz parte do Centro Hospitalar do Médio Ave e serve as populações dos concelhos de Famalicão, Santo Tirso e Trofa.

Recorde-se que, em outubro de 2020, entrou em funcionamento a Clínica da Mulher e da Criança, que foi construída na antiga área das urgências do Hospital de Famalicão, concentrando os cuidados de saúde prestados nas áreas da pediatria, ginecologia e obstetrícia, permitindo que os utentes recebam tratamento sem entrarem na área hospitalar.

Com um investimento global na ordem do 300 mil euros, a infraestrutura foi resultado de uma parceria entre a administração do hospital, a autarquia famalicense e a sociedade civil famalicense. A Câmara Municipal garantiu 50% do financiamento e ajudou a mobilizar a sociedade civil para o projeto que, ao abrigo do mecenato, garantiu a outra metade do investimento realizado.


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