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Pagamentos digitais aumentam 15% na Trofa: “Pagamentos digitais vão consolidar-se como o principal meio de transação”

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Pagamentos contactless, carteiras digitais e compras cada vez mais rápidas fazem parte do quotidiano dos consumidores no Norte do país. Em concelhos como a Trofa, esta transformação é cada vez mais visível, com os empresários a recorrer a novas soluções tecnológicas para responder às exigências do mercado.

Para Carlos Lapa, responsável pelo negócio de retalho da UNICRE na Região Norte, esta mudança traduz-se numa nova realidade para o comércio local, onde as transações se tornaram “mais rápidas e seguras” e os empresários passaram a dispor de ferramentas que permitem uma melhor compreensão dos hábitos de consumo. O responsável destaca, em entrevista, que esta evolução não só melhora a experiência dos clientes, como também contribui para uma gestão mais informada e adaptada às exigências de um mercado em constante transformação.

A digitalização dos meios de pagamento tem avançado a um ritmo acelerado. Como caracteriza o impacto desta transformação no tecido empresarial da região Norte e, em particular, nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão?

Carlos Lapa (CL): A digitalização dos meios de pagamento tem vindo a transformar profundamente a forma como os negócios operam no dia a dia – e isso é visível na Região Norte, não sendo os concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão exceção.

O que observamos no terreno é uma adoção crescente de soluções digitais práticas e eficazes, que permitem transações mais rápidas e seguras, integram sistemas de forma eficiente e facilitam a recolha de dados relevantes para a gestão do negócio. Para além de melhorarem a experiência de compra, estas soluções oferecem aos comerciantes uma visão mais clara sobre os padrões de consumo, ajudando-os a ajustar a oferta às reais necessidades do mercado.

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A UNICRE tem estado ao lado destes negócios, disponibilizando soluções práticas e acessíveis, ajustadas à realidade de cada setor e ao nível de maturidade digital de cada negócio.

Quais têm sido as maiores mudanças no comportamento dos consumidores e dos comerciantes desde que os pagamentos digitais começaram a ganhar maior expressão?

CL: Os consumidores tornaram-se mais exigentes relativamente à fluidez da experiência de compra, valorizando rapidez, segurança e conveniência. Essa tendência reflete-se na preferência crescente por pagamentos contactless, carteiras digitais e integrações com aplicações de fidelização, que tornam a jornada de compra mais ágil e intuitiva.

Por sua vez, os comerciantes estão hoje mais atentos à eficiência operacional e à gestão integrada. Já não procuram apenas soluções para aceitar pagamentos, mas sim ferramentas modernas e alinhadas com os novos hábitos de consumo, que melhorem a experiência do cliente, aumentem a fidelização, abram portas a novos segmentos de mercado e simplifiquem a gestão diária.

Esta evolução tem aproximado os negócios não apenas da tecnologia, mas também de estratégias diferenciadoras. É precisamente aqui que a UNICRE se posiciona como parceira: mais do que disponibilizar meios de pagamento, ajudamos os comerciantes a evoluir, contribuindo para uma gestão mais informada, adaptada e competitiva.

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Tem dados concretos sobre o número de transações por cartão e ticket médio nos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão? Como evoluíram nos últimos anos?

CL: Os dados de que dispomos são bastante reveladores sobre a evolução das transações nestes concelhos e ajudam a perceber não só a dinâmica económica local, mas também as transformações nos hábitos de consumo. Além do mais, reforçam a importância de soluções ajustadas a realidades distintas, apoiando tanto os negócios com tickets médios mais elevados como aqueles que beneficiam do aumento do volume e da frequência das transações.

Em Santo Tirso, registou-se uma evolução muito positiva face a 2024. O número de transações cresceu 16,69%, acompanhado por um aumento ainda mais expressivo da faturação, de 19,82%. Este diferencial traduz-se numa subida do ticket médio de 2,69%, que atingiu os 28,93€ em 2025. Estes dados sugerem um consumo mais consistente, com compras de maior valor médio, refletindo um comércio local dinâmico e uma maior confiança dos consumidores.

Na Trofa, a tendência é semelhante, ainda que com crescimentos ligeiramente mais moderados. As transações aumentaram 15,30% e a faturação 16,46%, enquanto o ticket médio registou uma subida de 1,01%, passando de 27,48€ para 27,75€. Este comportamento indica uma consolidação dos pagamentos digitais, com maior frequência de utilização e estabilidade no valor das compras, o que é particularmente relevante num concelho com forte presença de pequeno comércio e serviços de proximidade.

Já em Vila Nova de Famalicão, os dados revelam uma dinâmica distinta e muito interessante. O número de transações por cartão registou um crescimento muito expressivo, de 52,87%, o que demonstra uma forte massificação do pagamento digital. A faturação cresceu 14,25%, mas, em contrapartida, o ticket médio registou uma redução significativa, de 25,26%, passando para 9,00€. Este comportamento sugere um aumento significativo de compras de menor valor unitário, comportamento típico de setores como restauração rápida, comércio de proximidade ou serviços de conveniência, e evidencia uma maior utilização do cartão em transações do dia a dia, onde antes predominava o numerário.

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Quais os setores de atividade que mais têm beneficiado da digitalização dos pagamentos nestes concelhos? Há diferenças significativas entre eles?

CL: Com base nos dados, percebe-se que a digitalização dos pagamentos tem beneficiado sobretudo setores com elevada frequência de transações e contacto direto com o consumidor, embora com diferenças claras entre os concelhos. Em Famalicão, destacam-se os setores da saúde (aumento de 88,01% na faturação) e das farmácias (+84,12%), com crescimentos muito expressivos, o que indica uma forte adoção de pagamentos eletrónicos em serviços essenciais e recorrentes, onde a rapidez e a conveniência são determinantes. Também o setor do lazer e entretenimento apresenta um desempenho positivo (+68,47%), beneficiando claramente de soluções como o pagamento contactless.

Na Trofa, os maiores beneficiários da digitalização surgem nos serviços de proximidade e no consumo doméstico, como os artigos de casa e decoração (+86,66%) e os cabeleireiros (+77,55%), setores onde os pagamentos digitais facilitam tanto compras de valor mais elevado como transações frequentes. As gasolineiras voltam a destacar-se (+49,20%), confirmando que é um setor já muito alinhado com soluções de pagamento digitais.

Em Santo Tirso, os ganhos são mais moderados, com as gasolineiras a liderar (+56,02%), seguidas pelo retalho alimentar tradicional (+27,08%), o que sugere uma adoção crescente dos pagamentos digitais em pequenos comércios do dia a dia.

No conjunto, embora existam tendências comuns, como o bom desempenho das gasolineiras, há diferenças significativas entre os concelhos, refletindo diferentes níveis de maturidade digital e perfis de consumo, o que reforça a importância de soluções de pagamento ajustadas à realidade local.

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Em termos de faturação e volume de negócios, que tendências mais se destacam nestes territórios?

CL: No seu conjunto, estamos perante territórios com uma forte componente sazonal, onde o volume de transações e a faturação nem sempre atingem os seus picos nos mesmos períodos. Esta diferença entre frequência de compra e valor gasto é particularmente relevante, porque reforça a importância de os comerciantes analisarem não apenas quanto vendem, mas quando vendem e em que contexto. É precisamente aqui que ferramentas como o REDUNIQ Insights assumem um papel determinante, ao transformar a informação transacional em conhecimento acionável, permitindo ajustar campanhas, horários, equipas e oferta ao longo do ano. Para a UNICRE, esta leitura é essencial para apoiar os negócios locais com soluções e dados que lhes permitam antecipar picos de procura e maximizar oportunidades em cada momento do calendário comercial.

Por concelho, em Vila Nova de Famalicão observa-se uma consistência muito clara ao longo dos dois últimos anos. Outubro destaca-se como o mês com maior número de transações, tanto em 2024 como em 2025, o que aponta para um pico de atividade associado ao regresso à rotina após o verão, ao dinamismo do comércio de proximidade e a uma maior procura por serviços. Já ao nível da faturação, agosto assume um papel central em ambos os anos, refletindo um período de maior despesa média, tipicamente ligado a férias, lazer, restauração e retalho especializado.

Na Trofa, o padrão é semelhante no que respeita à faturação, com novembro a destacar-se de forma consistente como o mês com maior volume de negócios em 2024 e 2025, refletindo o efeito do período pré-natalício e de compras de maior valor. No número de transações, verifica-se uma alteração entre os dois anos: novembro liderou em 2024, enquanto julho se destacou em 2025, o que poderá estar associado a um reforço do consumo durante o verão, maior mobilidade e a eventos ou dinâmicas locais.

Em Santo Tirso, os dados revelam uma alternância clara entre volume e valor. O mês com maior número de transações foi novembro em 2024 e outubro em 2025, confirmando o outono como um período forte para a atividade comercial. Já ao nível da faturação, verifica-se uma mudança relevante: novembro liderou em 2024, enquanto agosto passou a ser o mês com maior faturação em 2025. Este comportamento sugere um aumento do valor médio das compras durante o verão, impulsionado por maior consumo em atividades associadas à época estival.

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Há nacionalidades que se destacam no consumo nestes concelhos? Como têm evoluído os hábitos dos clientes internacionais na região?

CL: O consumo internacional tem, de facto, um peso relevante e em crescimento nos três concelhos, com uma maior diversidade de nacionalidades e uma utilização cada vez mais regular dos pagamentos eletrónicos, refletindo a crescente integração destes territórios em dinâmicas económicas mais globais.

Em Vila Nova de Famalicão, o número de países estrangeiros representados aumentou de 137 para 142 entre 2024 e 2025. A França mantém-se como o principal mercado na região, com 38,10% da faturação internacional, apesar de uma ligeira quebra. Destacam-se o crescimento da Espanha (com um peso de 11,09%), do Brasil (7,59%) e da Suíça (7,04%), enquanto Moçambique registou uma descida significativa, de 62,88%, representado, atualmente, 6,52% da faturação, refletindo alterações nos fluxos de consumo.

Na Trofa, o número de países estrangeiros subiu de 89 para 97, com a França novamente a liderar a faturação internacional (33,64% da faturação). O crescimento expressivo do Brasil (+20,03%), da Espanha (+43,55%) e da Alemanha (42,47%) evidencia uma maior frequência e valor das compras por parte de clientes internacionais.

Em Santo Tirso, o consumo estrangeiro mantém-se estável e em expansão, com 110 países representados em 2025, mais sete do que no ano anterior. A França mantém-se no topo, com um peso de 34,26% na faturação, acompanhada por evoluções positivas da Alemanha (12,98% da faturação), Espanha (7,92), Brasil (6,35%) e Luxemburgo (6,17%).

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Os clientes estrangeiros estão cada vez mais integrados no consumo local, utilizando o cartão não apenas de forma ocasional, mas no dia a dia. Para os comerciantes, esta realidade reforça a importância de aceitar meios de pagamento internacionais e de compreender estes padrões de consumo, algo que a UNICRE acompanha de perto através da análise da informação transacional, apoiando decisões mais ajustadas à realidade de cada negócio.

Os pequenos negócios e o comércio tradicional de Santo Tirso, Trofa e Famalicão têm acompanhado esta tendência de inovação ou ainda existe resistência?

CL: Temos assistido a uma evolução clara. Muitos dos pequenos negócios na região começaram por dar os primeiros passos com soluções digitais mais simples e, hoje, reconhecem o valor que estas acrescentaram à gestão diária e à experiência dos seus clientes.

É verdade que ainda existe alguma resistência, sobretudo em negócios mais tradicionais ou com menor literacia digital. Mas essa barreira tem vindo a diminuir à medida que os comerciantes vão percebendo os benefícios concretos destas ferramentas.

O papel da UNICRE tem sido precisamente apoiar esta transição: estar próximo dos comerciantes, disponibilizar formação prática e oferecer soluções adaptadas à realidade de cada negócio. Porque acreditamos que a inovação só faz sentido quando é prática, relevante e realmente compatível com o dia a dia de quem está no terreno.

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Qual o peso do setor da restauração, retalho e serviços nestes concelhos no contexto das transações?

CL: O peso dos diferentes setores nas transações digitais revela padrões muito claros. Os hipers e o grande retalho assumem um papel estrutural nos três territórios (48,19% da faturação em Santo Tirso, 42,98% na Trofa e 34,49% em V.N. Famalicão), concentrando uma parte significativa da faturação e apresentando uma evolução positiva, refletindo um consumo regular e essencial.

Por sua vez, as gasolineiras têm também um peso muito relevante, sobretudo na Trofa (20,88% da faturação) e em Vila Nova de Famalicão (19,82%), impulsionado pela mobilidade diária e por tickets médios elevados, com utilização sistemática dos pagamentos eletrónicos. Em sentido inverso, a restauração regista uma quebra transversal nos três concelhos, tanto em número de transações como em faturação, refletindo uma maior contenção no consumo fora de casa.

Já o setor da saúde, nomeadamente as farmácias, destaca-se pelo crescimento consistente das transações e da faturação, particularmente em Vila Nova de Famalicão (quebra de 11,12% da faturação) e Trofa (menos 10,83%), evidenciando uma utilização cada vez mais frequente do cartão em despesas recorrentes e essenciais.

Esta leitura detalhada por setor e por território é fundamental para os negócios poderem perspetivar e adaptar-se ao mercado, assim como a UNICRE conseguir apoiar os comerciantes com soluções ajustadas à realidade específica de cada negócio e aos diferentes padrões de consumo.

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Que soluções a UNICRE tem vindo a disponibilizar para apoiar os negócios locais na transição digital?

CL: Temos disponibilizado soluções digitais intuitivas, práticas e adaptadas à realidade de cada negócio. Um exemplo é o REDUNIQ Soft, que permite transformar qualquer smartphone ou tablet num terminal de pagamento, sem necessidade de equipamentos adicionais. Outra solução é o REDUNIQ Easy, pensado para pequenos comerciantes que querem começar a aceitar pagamentos digitais de forma rápida, prática e sem custos de adesão. Além disso, disponibilizamos o REDUNIQ Insights, uma plataforma de análise de dados que dá aos empresários uma visão mais clara sobre o perfil e os hábitos dos seus clientes, ajudando-os a tomar decisões mais informadas e estratégicas.

O nosso objetivo é claro: tornar a transição digital acessível a todos os negócios, independentemente da sua dimensão, e contribuir para que cada comerciante esteja mais preparado para o futuro.

Que oportunidades e desafios identifica para os empresários de Santo Tirso, Trofa e Famalicão neste caminho para a modernização?

CL: A maior oportunidade para os empresários do Norte em geral está na modernização dos seus negócios, tornando-os mais eficientes, competitivos com condições para responder às novas exigências do mercado. Esta transformação não só ajuda a atrair novos clientes, como também reforça a relação de confiança com os atuais. O desafio, naturalmente, está na adaptação: mudar hábitos, formar equipas ou dedicar tempo e recursos a novas ferramentas nem sempre é fácil. É por isso que o apoio, a proximidade dos parceiros e as soluções ajustadas à realidade de cada negócio são fundamentais.

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A estratégia da UNICRE passa por simplificar a aceitação de pagamentos para todos os negócios, sejam de pequenas, médias ou grandes empresas. O objetivo é oferecer um ecossistema completo, com soluções inovadoras que respondam à crescente digitalização do comércio e dos hábitos de consumo.

Capacitar as pequenas e médias empresas com ferramentas de pagamento modernas, fáceis de implementar e com baixos custos operacionais é essencial para que possam competir em pé de igualdade com os grandes players. A experiência mostra-nos que quem adota estas soluções sente rapidamente o impacto — mais vendas, maior proximidade com os clientes e uma competitividade reforçada num mercado cada vez mais exigente.

De que forma os dados recolhidos pela UNICRE podem ajudar os empresários locais a tomar decisões estratégicas para melhorar a competitividade?

CL: Os dados recolhidos através dos pagamentos com cartão na REDUNIQ são hoje uma ferramenta essencial para qualquer negócio. Indicadores como o volume de transações, a faturação, o ticket médio ou o perfil de consumo por setor permitem aos empresários compreender melhor quem são os seus clientes e como evoluem os seus hábitos.

Esta informação ajuda a identificar tendências, antecipar mudanças na procura e ajustar estratégias comerciais com maior precisão. O nosso objetivo é simples: transformar estes dados em conhecimento útil, que apoie as decisões dos negócios locais e fortaleça a sua competitividade.

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Quais as perspetivas de evolução dos meios de pagamento na região nos próximos 3 a 5 anos?

CL: Nos próximos anos, os pagamentos digitais vão consolidar-se como o principal meio de transação. O crescimento dos pagamentos contactless, das soluções Tap-to-Pay e das carteiras digitais vai tornar o ato de pagar mais simples, rápido e seguro — com o dinheiro físico a assumir um papel cada vez mais residual.

Veremos também uma integração crescente entre os canais físico e digital, com experiências de pagamento mais fluídas e gateways que simplificam o checkout. O consumidor quer pagar sem fricção — com rapidez, conveniência e segurança.

Modelos como o Buy Now, Pay Later, através da solução “Parcela Já com UNICRE”, vão continuar a ganhar força, tornando as compras de maior valor mais acessíveis tanto para consumidores como para comerciantes.

Já do lado dos empresários, crescerá a procura por soluções integradas que combinem pagamentos, faturação, inventário e fidelização numa única plataforma. Essa evolução exigirá tecnologia robusta, mas também proximidade e apoio personalizado.

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Por fim, não podemos esquecer que a inteligência artificial continuará a transformar o setor, acelerando a personalização e a eficiência dos pagamentos. Na UNICRE, estamos preparados para liderar esta transição, ajudando os negócios locais a manterem-se competitivos num mercado em constante mudança._Leia no link:_
http://dlvr.it/TR7tYG

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