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Um único dia concentrou um quarto dos raios do ano inteiro em Portugal
Portugal registou em 2025 um dos anos com menor atividade de queda de raios da última década, mas o balanço anual ficou fortemente marcado por episódios intensos e localizados, sobretudo no outono, com destaque para um mês de novembro absolutamente excecional.
De acordo com o Relatório de Queda de Raios 2025, apresentado pela Meteorage, foram detetados 18.496 raios nuvem-solo em território nacional, um valor globalmente baixo quando comparado com anos anteriores. No entanto, quase metade desta atividade concentrou-se apenas no outono, contrariando o padrão típico de maior incidência no verão.
O dia 5 de novembro de 2025 destacou-se como um dos mais afetados pela queda de raios dos últimos anos em Portugal, com 5608 descargas nuvem-solo detetadas. Este valor representa mais de um quarto da atividade elétrica anual do país, sublinhando o caráter excecional do episódio.
A passagem de uma frente de tempestade bem estruturada, associada a forte instabilidade atmosférica, provocou chuva intensa, rajadas de vento e elevada atividade elétrica, resultando em dezenas de ocorrências registadas pela Proteção Civil, incluindo quedas de árvores, colapsos estruturais e desobstruções de vias.
Concelhos mais afetados pela queda de raios
Em termos de número absoluto de raios, os concelhos mais atingidos em 2025 foram:
Castelo Branco (Castelo Branco) – 482 raios
Chamusca (Santarém) – 400
Idanha-a-Nova (Castelo Branco) – 362
Alcácer do Sal (Setúbal) – 321
Coruche (Santarém) – 313
Abrantes (Santarém) – 295
Benavente (Santarém) – 287
Serpa (Beja) – 274
Montemor-o-Novo (Évora) – 268
Ponte de Sor (Portalegre) – 256
Já em termos de densidade de queda de raios, indicador mais representativo do risco real, os concelhos mais afetados foram Moita (Setúbal), Almeirim (Santarém) e Salvaterra de Magos (Santarém), evidenciando uma maior concentração de descargas por quilómetro quadrado.
Um ano calmo, mas com riscos bem reais
A primavera e o verão de 2025 apresentaram níveis de atividade elétrica entre os mais baixos dos últimos anos, mas o comportamento do outono confirmou que a queda de raios pode ocorrer fora da época estival e com elevada intensidade.
O relatório alerta que menos tempestades não significam menor perigo. Mesmo em anos classificados como pouco tempestuosos, cada episódio pode ter impactos relevantes em infraestruturas, agricultura, ambiente e segurança das populações, reforçando a importância da prevenção, vigilância e sistemas de alerta.
Contexto europeu
A nível europeu, 2025 foi considerado o ano com menor atividade de queda de raios desde o início dos registos, com cerca de 1,226 milhões de descargas nuvem-solo. Ainda assim, os fenómenos mais intensos concentraram-se no sul da Europa, em particular na região do Mediterrâneo, cenário que também influenciou a situação registada em Portugal._Leia no link:_
http://dlvr.it/TR3r7F
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